O diafragma foi introduzido no Brasil na década dos anos 40 através de médicos ginecologistas que tomaram conhecimento de seu uso na Europa e EUA. A receptividade deste método no meio profissional foi positiva e bem aceita pelas mulheres porém pouco acessível, pois era importado. Com o surgimento da nova tecnologia dos anti-concepcionais orais na década de 60, seu índice estacionou face a outros métodos percebidos em um primeiro momento como mais práticos e eficazes (Vieira et al., 1988).

O quadro atual de disponibilidade do método é muito diferente. No Brasil,o diafragma é produzido desde 1988 pelo Laboratório SEMINA. Fabricado em silicone tem muito mais vantagens do que o de látex. Porém apesar de ser um método testado há décadas, o efetivo acesso ao uso do diafragma por parte das mulheres ainda é pequeno. Apesar dos mais de 100 anos de sua existência, o diafragma é quase desconhecido entre as mulheres e os diversos profissinais da área da saúde no Brasil, pois existe deficiência na divulgação de informações seguras sobre ele por parte dos profissionais da área e pela mídia.

Considerações sobre o Diafragma no Brasil

Poucas escolas médicas mantêm um serviço de planejamento familiar eficiente e isto leva um grande número de profissionais ao pouco contato com o diafragma e a falta de familiaridade técnica com ele, às vezes apenas na literatura .

Uma pesquisa realizada com 600 médicos ginecologistas, no encontro da FEBRASGO em 1997 mostrou que 34% dos médicos não tinham sido treinados para medir, ensinar e indicar o uso do diafragma. Entre aqueles treinados, a maioria (37%) o foi durante a residência médica. Perguntados sobre a indicação nos últimos 12 meses, 71% não o indicaram ou o indicaram para até cinco mulheres. Como indicação médica o diafragma aparece em 5º lugar, perdendo para a pílula, o DIU, o preservativo e os injetáveis (Schiavo et al., 1998). Existe uma dominância de métodos considerados de alta eficácia, como a pílula e esterilização feminina; entretanto estudos demonstram que a pílula pode ter um alto índice de falhas se não for utilizada corretamente (Kalckmann et al., 1997).
O pouco conhecimento sobre o diafragma se reflete na dificuldade que os médicos têm no aconselhamento do método e na questão: "até que ponto as crenças dos próprios médicos seriam atribuídas às mulheres, justificando dessa forma as atitudes dos profissionais em relação à possível indicação e ao uso do diafragma? " (Schiavo et al.,1998).

Tornar o diafragma mais conhecido através do ensino médico é uma estratégia importante para o profissional orientar com confiança e poder ampliar o leque de opções das mulheres pois os efeitos colaterais do diafragma são quase inexistentes.

Adquirindo o hábito de orientar as mulheres sobre o uso do diafragma em suas consultas o ginecologista além de inovar estará preenchendo lacunas onde a presença desse método ainda é vaga na prática do planejamento familiar.

Outra vantagem está relacionada à adequação dos métodos às situações de vida das pessoas, levando-se em conta a perspectiva da mulher e a reversibilidade.

Dado o baixo custo, praticidade, inexistência de efeitos colaterais e riscos de infecções, o uso adequado do diafragma deveria ser indicado à população feminina moradora em regiões onde o acesso à saúde é difícil e muito distante.

Além disso, o diafragma oferece uma grande proteção contra o câncer cervical e alguma proteção contra as infecções do aparelho reprodutor superior (Araújo et al, 1994).

Partindo desses princípios este método pode se adequar melhor em determinado momento da vida reprodutiva da mulher e é uma oportunidade para conhecer e controlar a sua reprodução.

O diafragma pode ser utilizado pela maioria das mulheres que não se adaptam ao uso de medicamentos que possam vir a alterar o quadro hormonal do seu organismo, inclusive naquelas situações em que a fertilidade é fisiologicamente mais baixa (aleitamento materno após os 35 anos, etc.), ou quando as relações sexuais são eventuais ou mesmo não regulares.

O diafragma é uma excelente opção para as mulheres que sofrem de hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes, diabetes e outras patologias.

Os estudos demonstram que as mulheres usuárias apresentam " Aderência" ao método, isto é, quando gostam, elegem-no como o ideal.


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